Ingrid Guimarães e Heloísa Perissé comemoram 9 anos de sucesso da peça Cócegas com espetáculo de humor e amizade no HSBC Brasil
fotos: Patricia Cecatti

super comadres no palco e na vida
Confira abaixo a entrevista que fizemos com a Ingrid sobre o espetáculo, as situações inusitadas e a amizade entre elas!
- Ingrid, o espetáculo fez 9 anos de sucesso e já rodou o Brasil (indo parar até em Portugal) com casas sempre cheias. Na sua opinião, o que faz do Cócegas uma verdadeira “mania nacional”?
Acho que são temas que continuam atuais, de fácil identificação. E a química entre nós também conta muito. De resto, são estes milagres do teatro que acontecem de 10 em 10 anos.
- Falando em Portugal, passaram por algum vexame lingüístico, uma “confusão de português?”
Não. Fizemos uma pesquisa antes e trocamos várias palavras e expressões. O divertido é que eles acham graça em coisas diferentes, o humor é outro. Mas já fomos pra lá duas vezes e estamos querendo voltar.
- Neste tempo todo juntas, vocês tiveram filhos e a vida deve ter ganhado novos contornos e situações inusitadas. Costumam tricotar sobre maternidade, educação, alimentação da prole, essas coisas? Se sim, levam alguma cena da vida real para o palco?
Com certeza! O Cócegas tem 9 anos e nesta quase década nasceram 5 bebês na equipe, todas mulheres! Fora as filhas da minha irmã, que produz a peça. Luisa, filha da Heloísa, tinha 1 ano quando estreamos e hoje tem 10, cresceu nos palcos com a gente. Os bastidores são uma grande família. Aos domingos, elas entram no palco, uma fila de”filhotinhas” do Cócegas. Pensamos em fazer um quadro sobre isto.
- Tem alguma coisa que uma gosta e a outra não suporta? Como vencem as diferenças?
Somos muito complementares. Eu odeio tratar de dinheiro, então esta parte fica com ela. Já eu sou mais ligada na “caixa preta da peça”: cenário, figurino, divulgação…; nunca brigamos por causa de dinheiro, cada uma faz o que sabe fazer melhor.
- Qual é o segredo de uma amizade verdadeira?
Somos amigas do fracasso, já passamos muito perrengue juntas antes do sucesso, temos uma estória de 15 anos. Já somos família, sou madrinha da filha dela. Não dá pra acabar uma amizade por causa de uma peça, a gente sabe que uma ajudou a outra a fazer sucesso.
- E em um dia TPM, humor instável, problemas…. como fazer rir e fazer-se rir?
Já foram muitas tpms, brigas, mal humores. Já passamos por tudo, igual a um casamento. Sobrevivemos porque a gente sempre ri no fim! Agora não temos nem mais assunto pra discutir, a gente se diverte muito junto, já conhecemos muito uma a outra e temos muito respeito pela nossa amizade.
No dia do espetáculo, a Ingrid acabou recebendo uma fã pouco usual no camarim, que contou pra gente que é sempre confundida com a atriz e por isso resolveu conferir in loco as suas possíveis semelhanças. A advogada Simone Cunha veio de Santos para ver ao vivo se ela se parecia mesmo com a Ingrid.
Ela já passou por várias situações inusitadas sendo confundida com a artista na rua: “Uma vez eu estava no shopping em Santos e apareceu uma senhora dizendo que gostava do meu trabalho, que acompanhava minha carreira na TV. Eu disse que não era eu, que devia estar havendo uma confusão, mas ela não acreditou e ainda saiu brava. Deve ter pensado que a Ingrid era antipática”, conta ela.
Em outra situação, se deu bem na fila da balada em Santos: “Era uma fila daquelas quilométricas e um segurança veio me tirar do apuro. Estava com mais cinco meninas e não estava entendendo o porquê dele querer me colocar na fila vip, que também estava grande. Foi quando ele olhou para mim e disse: “ah… você não precisa ficar na fila, eu te conheço da novela, Ingrid Guimarães”. E o pior é que na época a Ingrid estava interpretando uma personagem chamada Simone na novela das sete! (Caras & Bocas)”, ri.
No dia do espetáculo no HSBC Brasil, a Simone verdadeira foi buscar o ingresso que tinha comprado no posto da Ingresso Rápido dentro da casa e o atendente ainda brincou: “Ah… já sei…. é pegadinha!”. Com tantos incidentes, Simone resolveu pedir para ser atendida no camarim no final do espetáculo. Saiu feliz da vida e rindo à toa: “ela é simpática como eu. adorei!”.

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